2022-01-13

Morte no Estádio ganha nova vida

Livro que marca a estreia do inspetor Jaime Ramos, personagem criada há 30 anos por Francisco José Viegas, volta a estar disponível no mercado.

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«Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses heróis é Jaime Ramos», escrevia a revista Visão aquando da publicação original de Morte no Estádio. Três décadas volvidas, este livro e o inspetor da Polícia Judiciária do Porto nele apresentado por Francisco José Viegas não perderam fulgor nem carisma literários. Antecedendo a edição, ainda no primeiro semestre do ano, de uma nova aventura de Jaime Ramos, a Porto Editora recupera este título há muito esgotado, dando a oportunidade a uma nova vaga de leitores de entrar na vida deste emblemático personagem.

O livro está disponível nas livrarias a partir de hoje.

SOBRE O LIVRO

Morte no Estádio
Um famoso futebolista do FC Porto é assassinado num bar irlandês em plena Foz. Para Jaime Ramos, inspetor da Polícia Judiciária do Porto, e Filipe Castanheira, que interrompe um exílio autoimposto nos Açores, há vários implicados no crime: Alexandra, a mulher da vítima, Susana, casada com outro futebolista e amante do morto, Serafim, o amante da amante, e outras figuras mais ou menos sombrias que evocam as relações obscuras do mundo do futebol. Enquanto as investigações decorrem, vão emergindo as muitas paixões que envolvem todas as personagens – a de Jaime Ramos e de Filipe Castanheira pela comida; a de Jorge Alonso, o dono do bar irlandês, pela Irlanda, e de quase todos pelo futebol – suposto móbil do livro. São essas paixões que acabam por dar sentido à falta de sentido da vida. Este é o romance onde, em 1991, aparecia pela primeira vez o inspetor Jaime Ramos – que, ao longo de trinta anos, tem sido personagem de livros como Longe de Manaus, A Luz de Pequim, O Mar em Casablanca, ou A Poeira que Cai Sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos, entre outros.

CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Jaime Ramos junta peças que os outros não veem e gosta dos crepúsculos. É o policial mais perene da literatura portuguesa, um sujeito imperfeito, e raro.»
Jornal i

«Jaime Ramos não tem pena, não sente saudade nem nostalgia, não quer regressar ao passado. Possui apenas um sentimento melancólico.»
Visão

«Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal.»
Expresso

SOBRE O AUTOR

Francisco José Viegas
Nasceu em 1962. Professor, jornalista e editor, é responsável pela revista Ler e foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura. Colaborou em vários jornais e revistas e foi autor de vários programas na rádio (TSF e Antena 1) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres, Um Café no Majestic, A Torto e a Direito, Nada de Cultura). Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005), O Mar em Casablanca, O Colecionador de Erva, A Poeira que Cai sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos e A Luz de Pequim (Prémio Fernando Namora 2020 e Prémio PEN 2020 Narrativa).

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