2017-05-30

Mário Soares: a homenagem, a memória, a amizade

Fotógrafo oficial durante a sua Presidência, Alfredo Cunha reúne em livro os 44 anos em que acompanhou Mário Soares.

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Alfredo Cunha conheceu Mário Soares a 28 de abril de 1974, no comboio em que este regressava, juntamente com Maria Barroso, para Portugal. À despedida, disse-lhe “Apareça”, e Alfredo Cunha cumpriu. Ao longo de 44 anos, a lente da sua máquina fotográfica acompanhou momentos únicos da história de Mário Soares, nomeadamente durante os mandatos de Presidente da República, altura em que foi seu fotógrafo oficial. A 1 de junho, chega às livrarias com a chancela Porto Editora o livro que reúne as melhores fotografias desses anos: Mário Soares – 1974 – 2017.

Este é um livro que conta com textos de Adelino Gomes, António Costa, José Manuel dos Santos e Marcelo Rebelo de Sousa, um álbum de homenagem a um homem de quem não devemos desistir, tal como ele «nunca desistiu de um Portugal livre, de uma Europa livre, de um Mundo livre. E, no que era decisivo, foi sempre vencedor!” (Marcelo Rebelo de Sousa).

SINOPSE
«Os grandes políticos dão grandes fotografias. Há entre eles e a fotografia deles uma aliança, uma atracção, uma osmose que um fotógrafo astuto sabe aproveitar. As fotografias de Churchill (muito fotogénico) ou de De Gaulle (pouco fotogénico), de Roosevelt ou de Kennedy, de Mitterrand ou de Soares têm aquela aura de que não sabemos desviar o olhar e a que damos os nomes de força ou poder, grandeza ou renome, autoridade ou carisma, expressão ou intensidade. Agora, estou a vê-lo a olhar a fotografia e a dizer: "Hein! Não está mal, pois não?!" Falava bem da fotografia, porque a fotografia falava bem dele. A fotografia não estava mal, porque ele não estava mal nela.» 
José Manuel dos Santos

O AUTOR

Alfredo de Almeida Coelho da Cunha nasceu em Celorico da Beira em 1953. Começou a carreira profissional ligado à publicidade e fotografia comercial em 1970. Tornou-se colaborador do jornal Notícias da Amadora em 1971. Ingressou nos quadros do jornal O Século e O Século Ilustrado, na Agência Noticiosa Portuguesa — ANOP e nas agências Notícias de Portugal e Lusa.

Foi fotógrafo oficial do Presidente da República António Ramalho Eanes, entre 1976 e 1978. Em 1985 foi designado fotógrafo oficial do Presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Foi editor de fotografia no jornal Público entre 1989 e 1997, altura em que integrou o Grupo Edipresse como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Entre 2003 e 2012, foi editor fotográfico do Jornal de Notícias e diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais. A sua primeira grande reportagem foi sobre os acontecimentos do dia 25 de abril de 1974.

Alfredo Cunha recebeu diversas distinções e homenagens, destacando-se a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1995) e as menções honrosas atribuídas no Euro Press Photo 1994 e no Prémio Fotojornalismo Visão|BES 2007 e 2008. Realizou várias exposições individuais e coletivas de fotografia, como Da Descolonização à Cooperação (1983) e Portugal Livre (1974).

Das dezenas de livros de fotografia que já publicou destacam-se Raízes da Nossa Força, Vidas Alheias, Disparos, Naquele Tempo, O Melhor Café, Porto de Mar, 77 Fotografias e um Retrato, Cidade das Pontes, Cuidado com as Crianças, A Cortina dos Dias, Os Rapazes dos Tanques, Toda a Esperança do Mundo, Felicidade e Fátima — Enquanto Houver Portugueses.

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