2019-10-22

Germano Silva e as profissões (quase) desaparecidas do Porto

Carquejeiros, santeiros e picas do elétrico em livro que celebra os ofícios que deram à Invicta o epíteto de "Cidade do Trabalho".

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No próximo dia 24 de outubro, a Porto Editora publica Porto, Profissões (quase) desaparecidas, o mais recente livro de Germano Silva, jornalista e incontornável cronista da história e das histórias do Porto.

É de ofícios ou mesteres que se preenchem as páginas desta obra. Dos desaparecidos (ou quase) e dos que já fazem parte da toponímia da cidade (como na Rua dos Caldeireiros). De alfaiates, vendedores ambulantes de gravatas e carvoeiros; das fortes carquejeiras, que percorriam uma verdadeira via dolorosa para que as fornalhas das padarias e o aquecimento das casas pudessem funcionar, aos ardinas que vendiam o Notícias e o Comércio com os seus pregões, este é um livro de homenagem aos trabalhadores que deram ao Porto o título popular de “Cidade do Trabalho”.

Repleto de gravuras, ilustrações e fotografias, Germano Silva apresenta oito ofícios com normas muito próprias (como organização em confrarias ou irmandades e culto ao respetivo padroeiro) e mais de 20 profissões que fizeram parte da vida do Porto e que já desaparecem (ou quase) do quotidiano da cidade.

O lançamento de Porto, Profissões (quase) desaparecidas está marcado para o dia 26 de outubro, às 17:30 horas, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto (na Praça Gomes Teixeira). Além de uma conversa com Pedro Olavo Simões, coordenador editorial da revista Jornal de Notícias – História, esta sessão conta com uma muito especial participação do Rancho Folclórico do Porto, que irá assegurar a presença de muitos dos ofícios retratados neste livro.

SOBRE O LIVRO

“Quem merca penca ou tronchuda!”
“Olha o Notícias, já traz o crime!”
“D’agora viva…! É do nosso mar!”
“Ó freguesa, não quer levar?”



No Porto de outros tempos os pregões reboavam pelas ruas, pintando um quadro típico da azáfama da cidade. Muitos conhecem o epíteto “Porto, capital do trabalho”, poucos conhecerão os ofícios que lhe deram origem... Este meu livro relembra e dá a conhecer alguns dos ofícios que ocupavam as gentes do Porto, uns entretanto desaparecidos, outros adaptados aos tempos modernos. A todos pretende render homenagem.

Nestas páginas, o leitor vai também descobrir porque é que as carquejeiras merecem uma estátua, que truque usavam as leiteiras para rentabilizar o negócio, ou porque é que os moleiros eram mal vistos pela Igreja. Estas e muitas outras curiosidades de ofícios desconhecidos ou quase desaparecidos que fazem parte da história da cidade.

SOBRE O AUTOR

Germano Silva Nasceu em Penafiel em 1931, mas mudou-se com a família para o Porto, com apenas um ano de idade. Aqui cresceu, estudou e trabalhou toda a sua vida.

Chegou ao Jornal de Notícias em 1956, como colaborador desportivo, e foi aí que se tornou jornalista, tendo sido, sucessivamente, estagiário, repórter informador, repórter, redator e chefe de redação. Aposentou-se em 1996, mas mantém-se ligado ao JN.

Continua a organizar regularmente passeios guiados pelo Porto – é comum vê-lo a percorrer as ruas da cidade seguido de centenas de pessoas.

Em 2015 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto e em 2017 foi agraciado com a Ordem de Mérito, grau de Comendador, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Germano Silva é um dos maiores conhecedores do Porto e das suas histórias. E é, acima de tudo, uma amante da sua cidade.

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