2021-11-23

Edições comemorativas de José Saramago

Porto Editora publica oito títulos incontornáveis do prémio Nobel português, agora com novas capas desenhadas por Manuel Estrada.

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A Jangada de Pedra, A Viagem do Elefante, As Intermitências da Morte, Ensaio sobre a Cegueira, Levantado do Chão, Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis e O Evangelho segundo Jesus Cristo – títulos emblemáticos de entre os mais de quarenta assinados por José Saramago –, ganham agora uma nova vida, assinalando o Centenário do autor. As capas destas edições comemorativas foram concebidas pelo designer espanhol Manuel Estrada.

Os livros já se encontram em pré-venda e estarão disponíveis nas livrarias a 29 de novembro.

Estas edições coincidem com o regresso do ciclo de conversas Porto de Encontro à Casa da Música, no âmbito de uma sessão evocativa do centenário do nascimento de José Saramago. A 29 de novembro, a partir das 21h00, juntam-se a Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, seis autores consagrados pelo Prémio Saramago: Afonso Reis Cabral, Bruno Vieira Amaral, Gonçalo M. Tavares, João Tordo, Paulo José Miranda e Valter Hugo Mãe. Ana Celeste Ferreira e Teresa Salgueiro assinam os momentos musicais, ficando as leituras a cargo de Manuela Azevedo e António Durães. A entrada é gratuita, embora sujeita a levantamento de bilhete na Casa da Música (limitado a dois por pessoa).

SOBRE O AUTOR

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.» Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.

No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário. Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis. Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias. No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo. No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa. José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.