2018-09-04

Duas peças fundamentais de José Saramago com nova edição

In nomine Dei e Don Giovanni ou O dissoluto absolvido regressam às livrarias em setembro.

Partilhar:

Em setembro, a Porto Editora publica duas peças de teatro de José Saramago: In nomine Dei, que chega às livrarias a 6 de setembro, e Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, a 27 de setembro.


In nomine Dei narra o conflito entre católicos e protestantes, um trágico capítulo da história da intolerância religiosa na Alemanha do século XVI. Há, de início, nobreza e sede de justiça nas atitudes das personagens, mas rapidamente a violência cega falará mais alto. A fé vitima os mais simples, a credulidade dilacera os homens, a esperança mata e a utopia igualitária serve de pretexto para a dominação.

Em Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, Saramago traz para cena um dos mais importantes e conhecidos enredos da história da literatura, o de Don Juan, personagem presente na obra de inúmeros autores, como Tirso de Molina, Molière, Hoffman, Byron e Pushkin. Nesta peça, inspirada na ópera de Mozart Don Giovanni ou O dissoluto punido – embora o desfecho não seja o mesmo –, Saramago procura desestabilizar lugares-comuns e mostrar que nem tudo é o que parece ser, nem o próprio Don Juan. Neste caso o seu alvo mais evidente é o da noção de pecado, ou daquilo que é considerado pecaminoso entre os homens.

O AUTOR

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado.

Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.

José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998. No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Livros já publicados na Porto Editora e as personalidades que colaboraram nas capas:

Ensaio sobre a Cegueira – Caligrafia da capa por Chico Buarque
O Homem Duplicado – Caligrafia da capa por Lídia Jorge
A Viagem do Elefante – Caligrafia da capa por Mário de Carvalho
Os apontamentos – Caligrafia da capa por Maria do Céu Guerra
Provavelmente alegria – Caligrafia da capa por Nuno Júdice
As Pequenas Memórias – Caligrafia da capa por Gonçalo M. Tavares
As Intermitências da Morte – Caligrafia da capa por Valter Hugo Mãe
Memorial do Convento – Caligrafia da capa por José Mattoso
História do Cerco de Lisboa – Caligrafia da capa por Álvaro Siza Vieira
Os poemas possíveis – Caligrafia da capa por Almeida Faria
A Noite – Caligrafia da capa por Armando Baptista-Bastos
Manual de Pintura e Caligrafia – Caligrafia da capa por Júlio Pomar
Que farei com este livro? – Caligrafia da capa por Carlos do Carmo
Folhas políticas – Caligrafia da capa por Teresa Villaverde
A Caverna – Caligrafia da capa por Eduardo Lourenço
Ensaio sobre a Lucidez – Caligrafia da capa por Dulce Maria Cardoso
Levantado do Chão – Caligrafia da capa por Mia Couto
Objeto Quase – Caligrafia de capa por João Tordo
Terra do Pecado – Caligrafia de capa por José Luís Peixoto
A Jangada de Pedra – Caligrafia de capa por Mário Cláudio
Todos os Nomes – Caligrafia de capa por Miguel Gonçalves Mendes
O Evangelho segundo Jesus Cristo – Caligrafia de capa por Sebastião Salgado
O ano da morte de Ricardo Reis – Caligrafia de capa por Carlos Reis
Cadernos de Lanzarote – Diário I – Caligrafia de capa por Graça Morais
Cadernos de Lanzarote – Diário II – Caligrafia de capa por José Santa-Bárbara
Viagem a Portugal – Caligrafia de capa por Maria Alzira Seixo
Cadernos de Lanzarote – Diário III – Caligrafia de capa por José Carlos de Vasconcelos
Caim - Caligrafia de capa por Clara Ferreira Alves
Cadernos de Lanzarote – Diário IV – Caligrafia da capa por Nélida Piñon
Cadernos de Lanzarote – Diário V – Caligrafia da capa por Leonor Xavier
A Bagagem do Viajante – Caligrafia por Adelino Gomes
O Caderno – Caligrafia por João de Melo
Deste mundo e do outro – Caligrafia por Maria de Medeiros
A Segunda Vida de Francisco de Assis – Caligrafia por Frei Bento Domingues

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK