2019-10-28

A peregrinação interior de Jaime Ramos

Francisco José Viegas tem um novo livro: A Luz de Pequim, um policial que foge às regras.

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Tudo faz antever o início de um romance policial: um corpo pendurado na Ponte de D. Luís, de olhos abertos a olhar para a Ribeira do Porto. Mas neste novo livro de Francisco José Viegas, A Luz de Pequim, o famoso inspetor Jaime Ramos terá uma missão que vai além de procurar os criminosos: um velho amigo pede-lhe que encontre o seu filho há muito desaparecido para lhe poder doar a sua biblioteca.



Ao mesmo tempo, o passado de Jaime Ramos e o modus operandi com que resolveu casos anteriores vão ser postos em causa, o que o levará a revisitar toda a sua história – as suas investigações, as suas paixões, o trabalho no Partido Comunista, as suas amizades e inimigos –, numa viagem interior marcada pela nostalgia de um homem desiludido, embora resignado, com o mundo.

Denso e envolvente, A Luz de Pequim enaltece a complexidade deste Jaime Ramos, hoje já mais velho e cansado, que há mais de 20 anos acompanha o seu autor Francisco José Viegas. Nas livrarias a partir da próxima quinta-feira, dia 31 de outubro, o livro será apresentado em Lisboa a 19 de novembro, às 18:30, no El Corte Inglés, e no Porto a 30 de novembro, na FNAC Santa Catarina, às 18:00.

SINOPSE

Um corpo pendurado dos pilares da Ponte de D. Luís, no Porto, desafiando uma cidade em transformação, cosmopolita e cheia de turistas. O cadáver de uma mulher abandonado nas colinas do Douro – e a evocação de uma série de crimes no submundo da noite portuense. O que parecem duas ocorrências independentes acabam por revelar ligações que não surpreendem o inspetor Jaime Ramos - que, em simultâneo, enfrenta o seu passado de militante comunista, um inquérito interno à sua atuação na polícia, o estranho pedido de um velho amigo e a busca por um personagem desaparecido, que o levará das ruas do Porto ao Minho e ao Douro e, finalmente, a Pequim.

Um romance denso e crepuscular em que a figura de Jaime Ramos, agora no seu nono livro, se interroga sobre o sentido de ser português num país dominado por elites cúmplices, endogamias e poderes ocultos.

O AUTOR

Francisco José Viegas nasceu em 1962 no Douro. É editor da Quetzal e responsável pela revista Ler, mantendo há anos uma coluna no Correio da Manhã. Professor e jornalista e editor, foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura. Colaborou em vários jornais e revistas, e foi autor de vários programas na rádio (TSF e Antena Um) e televisão (SIC, RTP e TVI). Da sua obra destacam-se livros de poesia e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005), O Mar em Casablanca, O Colecionador de Erva e A Poeira que Cai sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos. Os seus livros estão publicados em várias línguas.

IMPRENSA

«Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses heróis é Jaime Ramos.»
Visão

«Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal.»
Expresso

«O que menos interessa é o enigma policial. Viegas constrói seus personagens como seres abandonados no mundo, e desenha paisagens únicas, de cinema.»
Folha de São Paulo

«O coleccionador de erva é um dos melhores romances dos últimos dez anos. Viegas está muito próximo de Simenon»
Sud-Ouest

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