2021-09-15

A escrita que fixa a memória 

Porto Editora publica De maneira que é claro…, o novo livro de Mário de Carvalho que reúne pequenas crónicas autobiográficas. 

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No ano em que celebra quatro décadas dedicadas à escrita e apenas alguns meses após a edição de O homem do turbante verde e outras histórias, Mário de Carvalho publica De maneira que é claro… . Neste livro inédito, o autor revela-se página a página, ao longo de mais de 90 textos que evocam as delícias inocentes dos primeiros anos, as provações da idade adulta, os entusiasmos e os desencantos que dele fizeram o homem e o escritor que hoje é.

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 23 de setembro.

SOBRE O LIVRO

Relances breves, aleatórios, reminiscências evocadas entre lacunas e ao correr da pena, mas que a memória quis preservar. A infância entre as ruas da Graça e da Penha de França, as férias em Alvalade, o Liceu Camões e o Gil Vicente, os amigos, os companheiros, o Cavaleiro Andante e o Sitting Bull, os pais, os primos, a consciência política e a surpresa da prisão do pai. A faculdade, os movimentos associativos, a PIDE e o PCP, os encontros clandestinos, a prisão e o exílio. Espanha, França, Suécia, e Portugal à espera do 25 de Abril. Memorabilia: «Factos ou coisas dignos de memória ou que se guardam como lembrança.» Memória hábil, a de Mário de Carvalho, que em fragmentos se nos dá por inteiro.

SOBRE O AUTOR

Nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciado em Direito. Participação nos movimentos estudantis e na resistência organizada à ditadura. Prisão, privação do sono e condenação a dois anos de cadeia. Breve exílio na Suécia. Regresso após a Revolução de 25 de Abril. Envolvimento político. Exercício da advocacia. Longa lista de publicações entre romance e novela, conto, teatro. Vários trabalhos em argumento de cinema. Obras adaptadas em cinema e TV. Traduções em várias línguas e múltiplos galardões literários, com destaque para os Grandes Prémios de Romance e Novela, Conto e Teatro da APE, o prémio do PEN Clube Português e o prémio internacional Pégaso de Literatura. Em 2020, foi distinguido com o Grande Prémio da Crónica e Dispersos Literários, da APE, pela obra O que eu ouvi na barrica das maçãs.