2022-07-25

A escolha do editor

«A Porta da Europa – Uma História da Ucrânia», de Serhii Plokhy

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Os quase 27 anos de paz em território europeu terminaram em 24 de fevereiro de 2022, com a invasão da Ucrânia pela Federação Russa. Mas o que motivou tal agressão? Serão verídicas as palavras de Vladimir Putin, quando, em maio deste ano, afirmou que “russos e ucranianos são um só povo”? 

 

Não será fácil compreender as razões por detrás deste ato bélico (ou “operação militar especial”, como o designa o Kremlin) sem perceber a complexa história de um território que, ao longo de séculos, tem sido palco de intensas disputas. E não há melhor forma de a perceber do que através da leitura de A Porta da Europa, da autoria de Sergi Plokhy – considerado pelo The Economist como “o mais ilustre historiador da Ucrânia”. 

 

Partindo do século V a. C. e estendendo-se até 2021, a obra cobre um sem-número de eventos que criaram e moldaram o território da atual Ucrânia. Por ali passaram incontáveis povos, etnias e entidades políticas, como viquingues, bizantinos, mongóis, cossacos, húngaros, polacos, lituanos e tantos outros, como nazis alemães e comunistas soviéticos, com o intuito de controlarem as rotas comerciais e as riquezas naturais de um território- charneira entre o Leste Europeu e a Ásia Ocidental – razão pela qual a Ucrânia é designada por “A Porta da Europa”.  

 

Plokhy consegue relatar séculos de História de um povo e de uma nação de forma vívida, quase como num romance, sem nunca perder a objetividade de reputado historiador. São especialmente marcantes (ou serei mais sensível aos mesmos?) os episódios do século XX – como o Holodomor (Grande Fome Ucraniana), promovido por Estaline, ou a execução de mais de 33 mil judeus ucranianos, levada a cabo em Babi Yar pelos militares nazis em apenas dois dias – e os dos últimos anos – como as manifestações da Praça Maidan, em 2004 (Revolução Laranja) e 2014 (Euromaidan), ou a ocupação russa da Crimeia, nesse mesmo ano. 

 

O resultado é um trabalho magistral e aclamado, uma obra que recomendo vivamente para qualquer pessoa que queira fazer uma melhor leitura do mundo e do conflituo atuais, à sombra dos eventos e das rivalidades do passado. 

 

 

Álvaro Carvalho

Editor

 

 

 

 

O que diz a imprensa sobre A Porta da Europa

 

«[Uma] excelente introdução para se perceber melhor o que está em jogo na atual guerra no Leste da Europa»

Revista Visão 

 

«[Uma] história exemplar do grande país menos conhecido da Europa […]. Uma das alegrias de ler A Porta da Europa é que o que poderia parecer um relato denso de acontecimentos distantes envolvendo pessoas e locais desconhecidos é aligeirado por aforismos e pequenos relatos.»  

Wall Street Journal 

 

«Um estudo seguro e credível que se estende do período da Grécia Antiga até à atualidade.» 

Financial Times 

 

«[Uma] admirável nova história […]. A fé na história de tolerância e legalidade da Ucrânia, baseada na civilização cristã europeia, mantém viva a esperança. Na sua elegante e cuidadosa exposição do passado da Ucrânia, Plokhy apresenta também alguns sinais para o futuro.» 

Economist 

 

«Uma história concisa e altamente acessível da Ucrânia […]. Uma narrativa espirituosa, povoada por um colorido elenco de saqueadores nórdicos e mongóis, piratas cossacos, reis, conquistadores e ditadores, e confusos intelectuais do século XIX […].» 

Washington Times 

 

«Claro e elegante […]. Um guia indispensável para a trágica história de uma grande nação europeia.» 

Sunday Telegraph (Reino Unido) 

 

«Uma história acelerada, cheia de indicações e pepitas de informação […]. Uma forte refutação das arrogantes presunções da corte de Putin de que a Ucrânia, embora intrinsecamente pertencente à mais vasta nação russa, é culturalmente inferior, mais fraca e comprometida.»  

Times (Reino Unido) 

 

«Magistral no seu estudo da História ucraniana, Plokhy não repisa os muitos horrores que descreve; não precisa de o fazer, os sinistros factos falam por si.» 

Independent (Reino Unido) 

 

«Muito acessível, proporcionando uma história empolgante de um país destinado a ser uma encruzilhada para povos, exércitos, culturas e civilizações.» 

 Russian Review 

 

«Comprem este livro […]. Ofereçam cópias aos vossos filhos e netos. Comprem exemplares para os vossos amigos. Certifiquem-se de que eles o leem.» 

Ukrainian Weekly 

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