A enorme evolução dos manuais escolares nos últimos 40 anos

Edição n.º 18, dezembro de 2015

O Observatório dos Recursos Educativos prepara-se para divulgar um estudo que analisa a evolução dos manuais escolares em Portugal, de 1975 a 2014.

Longe vão os tempos em que os manuais escolares se apresentavam a preto e branco e refletiam uma abordagem aos programas que consistia numa mera exposição programática. Hoje, professores e alunos dispõem de manuais escolares que são, na verdade, projetos que se ramificam em diversos recursos impressos e digitais, apoiando e dinamizando de forma extremamente eficaz o processo de ensino-aprendizagem.

Assim, considerando a importância que o livro escolar tem enquanto ferramenta de trabalho para professores e de estudo para alunos, o Observatório dos Recursos Educativos (ORE), através dos seus investigadores Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas, realizou um estudo que analisa a evolução do livro escolar em Portugal entre 1975 e 2014.

Esse estudo, que será divulgado em breve, revela as profundas alterações verificadas, algumas das quais resultaram da democratização da escola e da secundarização do ensino seletivo, com especial relevo para uma abordagem mais didática. Das várias conclusões presentes no estudo, destaca-se a capacidade de os editores acompanharem a evolução tecnológica ao introduzirem progressivamente as novas linguagens no desenvolvimento dos recursos didático-pedagógicos, ao ponto de ser mais correto falar-se da existência, nos nossos dias, de projetos abrangentes e diversificados que suportam sistematicamente a prática letiva.

Outro ponto de grande relevância é o facto de, ao longo dos anos, as editoras terem investido, de forma bastante significativa, na criação de materiais pedagógicos especificamente orientados para os professores, permitindo-lhes pcoupar tempo na pesquisa, conceção ou organização de materiais de apoio às aulas.

Numa próxima edição, daremos uma atenção mais detalhada a este estudo do ORE.



 
Back to Top