Uma forma eficaz para ter mais sucesso e uma vida mais feliz

Edição n.º 12, setembro de 2012

Prestar atenção às emoções, compreender os sentimentos e regular os estados emocionais. Isso é inteligência emocional.

Inteligência emocional é uma vertente da Psicologia que, resumidamente, consiste na capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, sabendo lidar com eles. O objetivo final é simples: alcançar mais sucesso e ter uma vida mais feliz. E esta é uma habilidade que, como qualquer outra, pode ser desenvolvida e treinada no quotidiano.

Manuela Queirós, professora e mentora do Clube de Inteligência Emocional na Escola (CIEE), afirma que estas áreas devem começar a ser desenvolvidas logo nas escolas. “Isto trará ganhos extraordinários na autoestima, nos níveis mais elevados da confiança, numa postura diferente perante a vida”.

E a inteligência emocional pode ser trabalhada através da educação e desenvolvimento de competências emocionais que proporcionem mais felicidade e bem-estar pessoal e social. Os resultados finais são concretos: aumento do sucesso escolar, diminuição de comportamentos e atitudes de indisciplina, menor agressividade e maior motivação. “Urge igualmente que estejamos conscientes da necessidade de se desenvolver os dois hemisférios cerebrais – o emocional e o racional – de uma forma mais harmoniosa”, diz Manuela Queirós.

Foi por perceber a importância da inteligência emocional e, acima de tudo, o impacto que a mesma pode ter em contexto escolar que Manuela Queirós decidiu criar o projeto CIEE.

“Este é um clube que permite aos jovens o contacto com ferramentas que possibilitam conhecerem-se melhor, lidar de forma saudável com as suas emoções, rir ou mesmo meditar”, começa por explicar. “Os efeitos são bem visíveis: os alunos sentem-se acolhidos e mais bem integrados, o que se traduz numa assinalável redução do barulho, dos conflitos e da violência.”

O CIEE começou no ano letivo 2005-2006 e, neste momento, está em funcionamento em mais de 20 estabelecimentos de ensino público e privado, abrangendo cerca de 350 alunos, dos 5 aos 18 anos.

Mas esta não é a única iniciativa nas escolas. No passado mês de julho, realizou-se, em Oliveira de Azeméis, o I Encontro de Inteligência Emocional e Educação, numa organização conjunta com o Agrupamento de Escolas Comendador Ângelo Azevedo. Esta iniciativa, que decorreu em dois dias, contou com cerca de 200 congressistas e 75 apresentações científicas. E a reação dos professores foi “extraordinária”. “Infelizmente, a maioria nunca ouviu falar ou não sabe muito bem o que é inteligência emocional. Há uma necessidade urgente de formação dos professores nesta área”, defende Manuela Queirós.

Por isso, estão previstos mais seminários e formações para professores e psicólogos. “As ideias não faltam desde que haja motivação”, diz a mentora do CIEE. “Estamos a dar formação a pais e alunos nessa área e os frutos são extremamente positivos e estão à vista”, termina.

O ponto de contacto na web do CIEE está acessível em:
www.inteligenciaemocionalnaescola.org.

 

 
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