Mudar o mundo com voluntariado nas escolas de 1.º Ciclo

Edição n.º 11, maio de 2012

Em Portugal há uma Escola de Voluntariado que promove a educação para a cidadania ativa não só nas crianças mas também nos adultos.

“A minha vida gira à volta desta causa que é o voluntariado.” Quem o assume é Sónia Fernandes, antropóloga de profissão e presidente da primeira e única Escola de Voluntariado em Portugal.

“A ideia de criar esta escola nasceu em outubro de 2008, fruto da minha experiência e de vários anos a trabalhar nesta área. Senti na pele que não havia preparação e que havia uma lacuna”, começa por contar. “Queria criar algo que pudesse ir ao encontro de necessidades reais e que contribuísse para um mundo melhor.”

É isto que a Pista Mágica, empresa sediada em São Mamede de Infesta, distrito do Porto, responsável pela Escola de Voluntariado, se propõe realizar: “capacitar os envolvidos em solidariedade com um trabalho de qualidade, de excelência, minimizando com responsabilidade o sofrimento e os problemas de quem recebe esse apoio”.

A intervenção começa logo nas crianças de 1.º Ciclo, com o projeto denominado “Mudar o Mundo” (MoM). E a intenção é despertar um desejo de ajudar o outro tão natural como hoje é reciclar.

 

Com este programa, uma equipa de voluntários vai às escolas de 1.º Ciclo contar a história do livro "Todos temos asas, mas apenas os voluntários sabem voar" – o primeiro livro em português sobre voluntariado para crianças –, despertando a consciência para o voluntariado e incentivando os alunos a participarem num concurso onde devem conceber um projeto que resolva um problema no seu bairro, na sua escola ou na sua rua. Em conjunto, a turma apresenta uma ideia e a melhor, escolhida por um júri com base nos critérios de carência, envolvimento, exequibilidade e impacto, recebe um prémio de 100 € para ajudar a implementar essa ideia.

“O que se pretende é criar um espírito de cidadania e solidariedade nas crianças que, por serem ainda pequenas, têm mais facilidade em interiorizar na sua forma de ser e de estar”, Sónia Fernandes

“O valor do prémio é simbólico. O que se pretende é criar um espírito de cidadania e solidariedade nas crianças que, por serem ainda pequenas, têm mais facilidade em interiorizar na sua forma de ser e de estar”, conforme explica a presidente da escola, Sónia Fernandes.

O próximo passo da Escola de Voluntariado é alargar a sua intervenção aos PALOP, passando o conhecimento de como fazer voluntariado com “responsabilidade, compromisso, competência e excelência”, através dos vários cursos que ministra, graças aos também voluntários de várias áreas de atividade que colaboram com a escola.

“Eu acredito que o voluntariado feito de uma forma organizada, com planeamento, com método, com conhecimentos, com experiência, é uma forma de mudar o mundo. Se nós nos juntarmos e tivermos consciência da nossa força, se nos organizarmos, podemos mudar o mundo para melhor”, termina Sónia Fernandes.

Visite o sítio da Escola de Voluntariado.

 

 
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