Edição n.º 11, maio de 2012

Redução da dispersão curricular, melhoria do acompanhamento dos alunos e aumento da autonomia das escolas são os três grandes objetivos a alcançar.

A revisão da Estrutura Curricular, apresentada em março pelo Ministério da Educação, reforça o ensino do Português e do Inglês, com o aumento de horas e a obrigatoriedade do ensino da língua estrangeira por um mínimo de 5 anos.

O mesmo acontece com outras áreas consideradas fundamentais, como a História, a Geografia, as Ciências Físico-Químicas e as Ciências Naturais, que também passaram a ter mais horas dedicadas. A área das ciências no secundário também vê reforçado o horário das suas disciplinas.

Mas outras há que viram a sua área de influência reduzida, como a Educação Tecnológica, que passa a depender da oferta da escola no 3.º ciclo, ou Educação Visual e Tecnológica de 2.º ciclo, que se vê substituída por Educação Visual e Educação Tecnológica, cada uma com o seu programa próprio e cada uma com um só professor.

Também a Formação Cívica sai da oferta formativa para todos os ciclos, mas o Ministério garante a intenção educativa para a cidadania em todas as áreas curriculares, apenas não como disciplina isolada obrigatória.

 

Quanto à Tecnologias de Informação e Comunicação, anteriormente lecionada no 9.º ano, vê-se agora antecipada para o 7.º ano, “garantindo a alunos mais jovens uma utilização segura e adequada dos recursos digitais”, conforme se pode ler no documento desta revisão.

A maior autonomia das escolas está consagrada nestas medidas através da flexibilização da duração das aulas, deixando aos estabelecimentos de ensino a responsabilidade de distribuir as cargas letivas de acordo com os seus objetivos (respeitando, claro está, a carga curricular definida), e através da possibilidade das escolas oferecerem componente curriculares complementares, com carga flexível, e a serem utilizadas com o crédito da escola, dentro de um conjunto de áreas educativas.

Importa relembrar que, em dezembro de 2011, o Ministério da Educação e Ciência apresentou esta proposta de revisão curricular à sociedade educativa, recebendo mais de 1600 contributos – através da plataforma criada para o efeito – e contou com vários pareceres, nomeadamente do Conselho Nacional de Educação e do Conselho de Escolas.

Consulte aqui as principais alterações

Veja aqui a opinião das associações de professores de EVT, Educação Tecnológica e Educação Musical

 

 

 
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