Somos todos diferentes, mas iguais na essência...
Marta Pereira e Paula Pereira
Somos todos diferentes, mas iguais na essência...
Somos todos diferentes, mas iguais na essência...

A infância é uma etapa fundamental na construção da personalidade e do ser humano na sua dimensão social, por isso torna-se primordial dar a conhecer às nossas crianças valores humanos consistentes e imprescindíveis ao seu crescimento como seres solidários, cooperantes e tolerantes com os outros, independentemente da raça, religião, cultura, meio de proveniência ou limitações que apresentem.

No dia 3 de dezembro comemora-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as pessoas com deficiência e a necessidade da sua inclusão.

Desenvolver a temática da deficiência do ser humano no ensino pré-escolar é, na nossa opinião, fundamental, pois permite à criança aprender a aceitar o outro como ele é, na sua diferença, e a valorizar as suas potencialidades.

No mundo atual verifica-se um culto excessivo da imagem, com base nos estereótipos de uma beleza perfeita, que consistem, essencialmente, na aparência exterior do ser humano, tendência que urge “combater”. Como agentes educativos ativos que somos, profissionais de educação e pais, é importante apostar no conhecimento da essência das pessoas e na humanização das nossas atitudes.

A exploração e a abordagem aos direitos humanos permitem à criança o seu conhecimento, ajudando a desenvolver a sua compreensão relativamente ao mundo em que vivem e a orientar a sua sensibilidade para a importância da solidariedade, interajuda e união entre os seres humanos. Deste modo, o conhecimento dos direitos humanos irá facilitar na criança a apropriação dos valores que lhe são inerentes, promovendo a tríade-base do desenvolvimento: saber ser, para saber estar e chegar ao saber-fazer.

Através do envolvimento das crianças com pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, é possível desenvolver atividades que promovam a observação, ação, reflexão e resolução de problemas, que permitam olhar a deficiência de uma forma natural e próxima. Contribui também para reforçar a confiança das crianças como agentes ativos e capazes de intervir em situações posteriores de contacto com pessoas com estas especificidades.

Vamos acreditar que trabalhar, hoje, a deficiência/incapacidade é contribuir para uma sociedade mais humanista.



Marta Pereira e Paula Pereira — Educadoras de infância numa IPSS e autoras da coleção de pré-escolar “ELFI”.

 

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