Dia Escolar da Não Violência e da Paz
Elsa Barroso
Dia mundial do voluntariado
Dia Escolar da Não Violência e da Paz

Se educar, apesar das dificuldades, é desafiador e aliciante, educar para a paz é ainda mais motivador.

As questões que usualmente se colocam — o que é a Paz; como integrá-la na comunidade escolar — são pertinentes mas de resposta difícil de construir, para crianças em idade pré-escolar, particularmente aquelas que viveram situações de conflito.

A Paz não é apenas a ausência de conflito, é muito mais do que isso; é sentirmo-nos bem connosco e com os outros. Saber de onde vimos e para onde vamos; perceber que a vida tem sentido; saber que o nosso lugar no mundo é único.

A educação em valores e para os valores desempenha um papel fundamental na Formação Pessoal e Social, devendo ser preponderante no processo educativo, “pois tem a ver com a forma como a criança se relaciona consigo própria, com os outros e com o mundo, num processo que implica o desenvolvimento de atitudes e valores” (in Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, ME, 1997).

Nós, educadores, ao trabalharmos esta área, necessitamos de ter objetivos claros, utilizar métodos ativos assentes nas situações do dia a dia de modo a manter as seguintes atitudes:
• o estar atento;
• o estabelecer diálogos com as crianças sobre conflitos que possam surgir;
• o manifestar compreensão e respeito pelas crianças;
• o saber ouvir;
• o ter paciência;
• o ter bom humor;
• o criar um clima de segurança, afetividade, empatia, alegria, harmonia e Paz.

Na instituição onde trabalho já realizámos uma atividade que nos parece ir ao encontro dos pressupostos aqui enunciados. Tratou-se, pois, de um projeto de abordagem à interculturalidade cuja temática sobre a paz estava presente por ser inerente à dinâmica do tema. A frequência da instituição por crianças de diferentes proveniências, culturas e etnias foi propiciador e inspirador para a realização deste projeto pedagógico que desenvolvemos ao longo do ano letivo. Aqui deixamos, no entanto, a ideia de que quaisquer que sejam as circunstâncias e requisitos é sempre possível a abordagem deste tema. Lembremo-nos que temos sempre responsabilidade no modo com educamos as crianças. Se se sentirem amadas e respeitadas, terão atitudes semelhantes quando adultos.



Elsa Barroso - é educadora de infância no Jardim de Infância “O Sol”, no Porto.

 

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