A praia, de “A” a “Z”
Manual de sobrevivência para Educadores de Infância
Mário Cordeiro
A praia, de “A” a “Z”
A praia, de “A” a “Z”
Manual de sobrevivência para Educadores de Infância


Será que o verão já chegou? Confesso que, na altura em que escrevo, não me atrevo a fazer qualquer prognóstico, depois de dias “malucos” de chuva intensa, trovoada, céu de “capacete” e um “cheirinho” a fim de outubro que não prenuncia nada de agradável. Bom. Esperemos que quando este artigo for lido possam estar a confrontar-se com as delícias ou agruras do calor (dependendo se gostam ou não do verão), mas que, pelo menos, o tempo atmosférico possa dar razão ou no mínimo justificar o que aqui se refere.

A
Afogamentos


Nunca é de mais relembrar que os afogamentos podem surgir em água doce ou salgada (piscinas, poços, lagos, albufeiras, rios, praias fluviais e praias de mar).

Não convém esquecer alguns fatores que podem contribuir para um afogamento: não saber nadar; inexperiência; comportamentos de excessivo risco (nadar para longe, etc.); má utilização das boias, colchões ou outros elementos; falta de cuidado e de atenção; ignorância do perigo (muitas vezes agravada por uma má avaliação da situação e das condições ambientais); outro tipo de acidentes (como pancadas na cabeça ao mergulhar, traumatismos com remos, pranchas ou mastros de barcos, entre outos); incapacidade de coordenação e atrapalhação na altura da queda à água.

Água – 1

Deve dar-se água aos bebés ou não? Esta questão põe-se a muitos pais e frequentemente ouvem- se opiniões diferentes. "Ao meu nunca dei!" "O pediatra do meu filho manda dar água...". Cada cabeça sua sentença, e depois metem-se os avós ao barulho, especialmente as sogras... enfim, uma "salada-russa"...

O problema é simples de resolver: os bebés e crianças precisam de água e, em condições normais (ou seja, sem calor em demasia e sendo saudáveis), a quantidade de líquidos que ingerem na alimentação normal chega para equilibrar o que perdem. Se estas perdas forem aumentadas (calor, febre, diarreia, respiração acelerada por febre ou por infeções respiratórias, vómitos, etc.), há que aumentar também a quantidade de líquidos que se lhes oferecem. Por outro lado, quanto mais pequenos os bebés, mais sensíveis são a alterações deste equilíbrio e mais rapidamente se desidratam, até porque, proporcionalmente, têm mais água do que os adultos. Portanto, em conclusão: se estiver um dia muito quente (ou se o bebé ou a criança apresentarem algum sintoma dos que acima foram mencionados), deve oferecer-se água nos intervalos das refeições. Se o bebé quiser, ótimo. Se recusar (partindo do princípio que não está tão doente que já nem consegue beber), ótimo também: é porque não precisa. Neste caso, como em tantos outros, "o cliente tem sempre razão"!

Água – 2

Em virtualmente todos os concelhos do país há água potável durante todo o ano. Todavia, há que ter atenção redobrada no verão, conforme recomenda a DGS: a água proveniente de fontes, fontanários ou poços que não tenham a indicação expressa de ser potável não deve ser utilizada para beber ou confecionar alimentos. Não se esqueçam, ainda, de que pouco vale guardar uma boa água num recipiente sujo ou mal vedado.

Água do mar

É água e sal... teoricamente, porque há que juntar tudo o que o homem lhe adicionou e a que globalmente se chama "poluição".

As águas portuguesas são, ainda assim, das mais limpas (comparando, por exemplo, com as da bacia do Mediterrâneo, que mais deveria ser chamado "bacio" do que "bacia"). Se escolher uma praia de "bandeira azul", as probabilidades de a água ser limpa são maiores, embora não seja uma garantia.

Segundo aspeto, a temperatura: há praias de água mais fria e praias de água mais quente. O Algarve é, em média, mais quente, mas, por outro lado, as ondas da costa ocidental ajudam a suportar melhor a temperatura inferior. Os bebés podem ter frio e isso ser causa suficiente para não quererem tomar banho (ver "Banho de mar"). Para além disso, as ondas também os podem assustar (ver "Ondas").

Terceiro ponto: a segurança. Há águas mais agitadas que outras, há umas com correntes mais fortes e outras mais mansas, e nem sempre o que parece é – as águas traiçoeiras são as piores. Informem-se sobre o tipo de água que vos espera – aos leitores e às vossas crianças. O nadador- salvador poderá esclarecer-vos, sim, porque com toda a certeza irão frequentar uma praia vigiada e terão uma conversa inicial com ele, não é?

Areia

Se a criança comer areia... paciência, deitá-la-á fora na primeira ocasião. O único problema é se, misturados com a areia, vão detritos, lixos e outras coisas indesejáveis, como as temíveis “beatas” de cigarros.

As praias vigiadas são limpas quando começa a época balnear e na, maior parte delas, há um processo de limpeza diária, nomeadamente com tratores que peneiram a areia e a alisam. Todavia, mesmo com a crescente "civilização" das pessoas e proliferação de caixotes do lixo nas praias vigiadas, ainda há quem não quer saber dos outros e deita o lixo na areia com o maior desplante (ver "Lixo").

Quando puserem o bebé na areia, certifiquem-se de que há uma "área protegida" em volta, sem latas, plásticos, alcatrão, cigarros, conchas pontiagudas, seringas ou outros detritos.

Outro aspeto diz respeito ao medo (às vezes quase um verdadeiro nojo) que certas crianças têm da areia, chorando, infelicíssimos, quando têm de a tocar com os pés – não as forcem. Habituar- se-ão por si. Finalmente, é natural trazerem quilos de areia da praia para a escola e para casa, nos sapatos e na roupa. Não se ralem, encolham os ombros e... limpem, com um sorriso nos lábios, que remédio!

B
Banho de mar


Uns detestam, outros adoram, uns choram quando entram, outros choram porque têm de sair. Geralmente começam por gostar e aventuram-se, depois vem a fase de detestar e fazer marcha- atrás... segue-se a "banhomania", até os lábios ficarem roxos, ou melhor, até eles todos ficarem roxos, a brincar, seja qual for a temperatura da água. Depois uma fase de apetecer estar mais na areia, a brincar.

De qualquer maneira, e seja qual for a idade das crianças, não as obriguem a tomar banho. Não é por insistirem (entenda-se "violentarem") que eles ficam a gostar mais da água. Numa palavra: deixem-nos em paz. Estimulem-nos, mas com respeito pela vontade (e pelo frio e pelo medo) deles. Não há coisa mais revoltante que ver miúdos a chorarem convulsivamente ao colo de adultos que os mergulharam à força.

Batatas fritas e bolas de berlim

Ainda há disso? Digo, ainda há senhoras vestidas de branco que andam a vender batatas fritas e bolas de berlim pela praia? Provavelmente são como o lince da Malcata, "espécies em vias de extinção".

Hoje em dia estes produtos são mais estandardizados e vendem-se nas lojas e cafés. Tudo bem, mas só um aspeto: as batatas fritas, as bolas de berlim e produtos similares são fontes de hidratos de carbono, gorduras e calorias... e pouco mais. Os cremes dos bolos, por seu lado, podem estar na origem de diarreias e gastroenterites.

De qualquer maneira, não é razão para os fazer desaparecer, mas apenas para tomar cuidado. Se lhes dão muitas coisas dessas, depois não se queixem de que "não comem nada às refeições".

Bandeiras e nadadores-salvadores

Escolham uma praia que seja vigiada e concessionada, com banheiro. Sigam as instruções dos nadadores-salvadores e consultem-nos no caso de alguma dúvida. Quando se chega a uma praia que não se conhece é melhor falar com quem sabe sobre os pormenores relativos à praia e ao mar: correntes, áreas mais perigosas, rochas escondidas, peixes-aranhas, ouriços-do-mar, alforrecas, etc.

E muito respeitinho pelas bandeiras... e não só a azul... Ensinem as crianças a obedecer às bandeiras, sem pensar que aquilo é apenas um “artefacto” decorativo.

Bolas

Teoricamente, as bolas são proibidas nas praias. Poucos ligam, mas já agora é melhor escolher um sítio deserto para as futeboladas, até para não estragar o dia com uma discussão inútil e desagradável. As bolas duras são de evitar, porque magoam e incomodam os outros banhistas.

Braçadeiras

Indispensáveis. Todas as crianças deveriam andar com braçadeiras, mesmo as que "já sabem nadar". A escolha é vossa, claro, mas esperemos que optem pela segurança das vossas crianças... Já agora, comprem braçadeiras que tenham o selo CE e insuflem-nas só depois de as ter colocado, para que fiquem bem apertadas e não saiam com a água.

C
Comida


Em férias, quer as crianças quer os adultos devem regular-se pelo instinto, pelas "horas" do estômago e pouco mais. Claro que importa obedecer a certas regras, mas se tudo está a correr bem, as refeições devem ser simples e leves, e um pouco à medida do apetite das crianças.

Cremes

Relativamente aos mais novos: sempre com creme de fator elevado, que terá de ser reposto várias vezes (daí as vantagens dos sprays). Quanto mais clara e sardenta a pele e mais ruivos os cabelos, maior deve ser o fator.

Escolham um creme à prova de água (porque estão sempre a entrar e a sair dela) e relembrem- se que o "buraco do ozono" ainda existe.

D
Dormir


Embora dependendo da idade, quase todos os mais pequenos ficam um pouco “KO” com o sol, o calor, as atividades... Enfim, uma sestazinha fará muito bem, mesmo que seja debaixo do toldo ou do chapéu de sol. As crianças dormem melhor em ambiente de praia, resultante de múltiplos fatores, entre os quais o cansaço das n coisas que fazem, e também do bom ar que (ainda) existe no litoral português e fora do meio urbano.

E
Emergência


Os “programas escolares” são genericamente bons e divertidos!

De qualquer forma, é essencial haver sempre alguém que saiba o que fazer em caso de emergência, haver material para prestar os primeiros socorros (mesmo que seja algo relativamente ligeiro) e, finalmente, que saiba bem qual o posto de urgência mais próximo. O mesmo para as crianças que tenham uma doença crónica que eventualmente possa descompensar com o calor e o ambiente de praia – epilepsia, diabetes, etc.

F
Fatos de banho


Cada criança, seu fato de banho. Nestas idades, nos rapazes não se colocam grandes questões, mas as raparigas podem ter “problemas” porque algumas usam apenas a parte debaixo, outras já usam biquíni completo (mesmo com 4 ou 5 anos). É um direito de cada um e as crianças devem sentir-se bem “na sua pele”. Os adultos não devem, de modo algum, permitir gozos ou achincalhamentos, por causa das diferentes opções e preferências das raparigas.

Os fatos de banho devem ser práticos, não demasiado apertados, e de vez em quando, é preciso tirar a areia que pode “assar” a pele.

G
Gelados


Ui, ui, ui... que item! Quem não saboreou um gelado com prazer e deleite (e alguma gulodice à mistura) que me atire o primeiro... gelado! Faz parte do verão, da praia, do ambiente. Todavia, há que “comer com moderação” e não ir logo para os “da fila de cima”, ou seja, os que são simultaneamente mais caros e mais calóricos. Um gelado pequeno, de leite ou de frutas, é o suficiente para cumprir a função de “comer um gelado na praia”.

Cuidado com os gelados deformados! A sua forma estranha pode querer dizer que foi congelado e descongelado várias vezes, o que aumenta o risco de toxi-infeção alimentar. É que alguns comerciantes desligam a eletricidade das arcas congeladoras durante a noite, o que provoca uma instabilidade térmica, causando o crescimento de bactérias, que se manifesta, precisamente, na deformação do formato original dos gelados.

H
Hematomas


Hematomas, cortes, pancadas, arranhões, unhadas... querem que continue? São crianças a desenvolverem (finalmente!) as suas capacidades, a explorarem o ambiente e a sua relação com este e com os pares. Lutam. Brigam, jogam, discutem... é normal (dentro de certos limites, claro, sendo razões para “cartão vermelho” a violência, o desrespeito pelos outros, a humilhação, o bullying, etc.).

Os educadores têm de ser árbitros muito bons, admoestando, mostrando cartões, não tendo recurso a vídeo-árbitro mas ouvindo, como bons juízes, todas as partes, considerando agravantes e atenuantes e... decidir. Haverá sempre quem não fique contente, claro. Mas nunca esquecer que “viver”, sobretudo, quando se é criança, é um apogeu de um “desporto de contacto”. Como mencionei, será bom levar o estojo de emergência para o que der e vier... e praticamente todos os “dói-dóis” desaparecerão com “miminhos e caldos de galinha”.

I
Inferno


É onde vão pensar estar, a meio do período da praia! Os mafarricos vão gozar de uma liberdade que não têm durante o ano e... tudo pode acontecer! Mas, se "em Roma sê romano", no Inferno sejam diabos: “rosnem” quando for necessário.

J
Jogos


Jogos diversos entretêm as crianças e permitem também controlá-las, a elas e ao seu ímpeto – caças ao tesouro, corridas, concursos estilo “jogos olímpicos”, recolha de conchas, fazer pistas na areia para corridas de conchas ou de caricas, etc.

L
Lixo


Infelizmente continua a produzir-se muito e a deitar-se fora nos sítios menos próprios. Devemos agir como cidadãos exemplares, pois os nossos alunos aprendem através dos nossos exemplos. Não devemos sujar as praias, pois são das poucas coisas “naturais” que nos restam.

M
Melgas, mosquitos, etc.


Não há quem resista àquele barulhinho "bzzz, bzzz", especialmente quando se está a tentar dormir. É muito pior do que as próprias mordidelas e ainda por cima, com o calor, nem dá para nos taparmos... As crianças, então, como são mais “tenrinhas e docinhas”, ficam transformadas em autênticos passadores, de tanta picada. Há vários produtos no mercado para o "antes" e para o "depois" (cremes, pomadas). Levem todo esse “material de apoio”.

N
Nadar


É ótimo, mesmo que não seja com estilo e todos os "erres" e "efes". Seja "à Phelps", seja à cão, é bom saber. Bom e divertido. Se tiverem oportunidade, ensinem as crianças a nadar, mas cuidado, não apenas com aquela criança que estão a ensinar, mas com todas as outras porque, enquanto se está a apoiar uma, as outras ficam “à solta” – é, sem dúvida, uma tarefa que deve competir mais aos pais!

O
Óculos de sol


Muita gente ainda acha que os óculos de sol nas crianças, a partir dos 4 meses de idade, é uma bizarria. Pelo contrário, é precisamente até aos 15 anos que o cristalino não filtra os ultravioleta. Depois dessa idade é que não seria necessário, salvo por conforto, mas vemos tantos pais a usarem óculos de sol e a deixarem as crianças desprotegidas. Insistam com os pais para comprarem óculos protetores, numa loja de ótica ou de produtos infantis. São tão baratos e evitam queimaduras irreversíveis da retina, para lá do conforto que as crianças também merecem...

Ondas

Depende das praias... e dos dias... Algumas crianças têm medo do mar por causa das ondas. Lembrem-se de que, além do barulho que fazem, proporcionalmente uma onda de metro e meio, para uma criança, é como se fosse uma onda de três metros para um adulto... e isso assusta-a. Para além do movimento de espraiar (parece que a onda vai atrás delas) e antes disso, a rebentação (parece que as vai “engolir”).

Cuidado também com os dias de grande ondulação, quer para banhos quer para desportos aquáticos. Sigam sempre as instruções dos nadadores-salvadores e das bandeiras!

P
Praia ou campo


Portugal é dos países que têm maior número de praias, de areia mais fina e branca, com águas mais claras e despoluídas... Não as estraguem e ensinem as crianças a não as poluir!

Algumas pessoas, contudo, preferem o campo à praia – tudo bem! Não há qualquer problema nisso porque, embora o ar e as atividades a realizar não sejam exatamente as mesmas, o ideal seria complementar as duas vertentes: ambos os ambientes são saudáveis e puros, e permitem exercer um direito que, infelizmente, está cada vez mais vedado às crianças: o direito à infância e a ser... criança.

Q
Queimaduras


Há sempre que pensar na prevenção das queimaduras solares. Apesar de mencionar aqui, em vários momentos, o uso de protetor solar, é preciso não esquecer de o aplicar e repetir a sua colocação. Isso mesmo: repetir. Como trabalho com escolas, verifico que, nas chamadas “idas à praia”, a maioria dos pais nem se lembra dos protetores solares, porque são da opinião que a escola é que deve tratar disso. Trata, mas claro que devem ser os pais a pensar no assunto, assim como pensam nas outras coisas que a criança leva. “Eduquem” os pais das nossas crianças nesse sentido!

R
Rochas


Procurem-nas e identifiquem-nas bem antes de as crianças entrarem dentro de água. Cuidado com as topadas e com as cabeçadas...

S
Segurança


Convém relembrar que a mudança de ambiente aumenta o risco de acidente. Identifiquem bem os "pontos negros" da praia e dos restantes locais por onde as vossas crianças andam e privilegiem a segurança: é melhor para elas, que sofrem menos acidentes, e para os adultos, que passam umas férias mais descansadas.

Sol

Um amigo que às vezes é quase um "amigo da onça". A culpa não é dele, mas da estupidez humana que levou à destruição da camada de ozono.

Cremes protetores, óculos de sol, fuga às horas mais quentes, enfim, há que aprender a "dormir com o inimigo".

T
Transportes


Em Portugal é obrigatório transportar as crianças corretamente, ou seja, em dispositivos de segurança. Nunca se deve descurar essa vertente.

Transportem as crianças sempre em segurança, mesmo em trajetos curtos.

U
Ultravioleta


São os raios solares que bronzeiam a pele. Há os raios UVA e os UVB... e há cremes protetores e óculos contra uns e outros. Usem-nos! E não são os que aquecem, ou seja, pode até estar um dia relativamente fresco e com céu claro, mas o índice UV ser altíssimo, até porque, com nuvens, o efeito da radiação intensifica-se.

V
Vitória


Conseguiram sobreviver à praia? Vitória, vitória! Os educadores de infância são realmente profissionais extraordinários!

X
Xaropes


Quer para as crianças com doenças crónicas, quer para emergências, convém ter alguns xaropes, seja os que os pais indicam, sejam os triviais para a febre, dores, etc.

Cuidado com a exposição dos xaropes ao sol, porque a sua qualidade pode deteriorar-se.

Z
Zzzzzz!


E agora de volta à escola, tudo a dormir... bons sonhos... quase que apetece dizer: durmam bem também, que para o ano há mais! Que sorte!



Mário Cordeiro — Um dos mais prestigiados pediatras nacionais, é professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da British Association for Community Child Health. Dirigiu o Observatório Nacional de Saúde e fundou a Associação para a Promoção da Segurança Infantil e a Associação pela Saúde dos Adolescentes. Associa conhecimentos nas áreas da Psicologia e da Sociologia e Antropologia à sua vasta formação pediátrica.

 

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