Porto Editora vai lançar rede de pequenas livrarias
Semanário Económico
|25-07-2009
Investimento em África, entrada na ficção e aposta no multimédia são pilares de crescimento.
A Porto Editora está a investir na área da distribuição, com a criação de uma rede de livrarias em centros comerciais.
A informação foi avançada ao Económico por Vasco Teixeira, presidente executivo da empresa, que adiantou que atualmente o grupo já conta com "duas lojas Wook, uma no Dolce Vita Tejo e outro no Mar Shopping, no Porto". Para breve devem ser inauguradas mais três a quatro lojas, sempre em centros comerciais.
O objetivo, diz Vasco Teixeira, é "formar uma mini rede de livrarias", que vão vender "livros essencialmente de outras editoras".
O responsável da Porto Editora explica que a empresa quer ter "uma posição reduzida no retalho" , mas não descarta a hipótese de investir mais nesta área. "Com facilidade, no curto prazo, teremos dez livrarias, mas também não está excluído passar para vinte ou trinta", diz.
A estas lojas há ainda que somar as livrarias que a Porto Editora já tinha, nomeadamente duas no Porto, uma em Coimbra e outra em Lisboa.
"É verdade que não dávamos grande atenção ao retalho, ele estava mais virado para os professores. Não tínhamos uma estratégia de crescimento no retalho. Agora estamos a investir", admite Vasco Teixeira.
Além do retalho, a empresa está apostada em diversificar as áreas de negócio, com uma aposta na internacionalização, na ficção e no multimédia. Uma estratégia que pretende captar receitas fora do mercado escolar que, atualmente, representa cerca de 70% do volume de negócios da empresa que, em 2008, atingiu os 91,2 milhões de euros, fruto da venda de cerca de 14 milhões de livros.
A Porto Editora está já presente em Moçambique e Angola, mercados onde, em conjunto, vende cerca de quatro milhões de livros. Apesar destes países ainda só representaram cerca de 6%, Vasco Teixeira adianta que estão em crescimento e que "são estratégicos para o futuro" da empresa.
"A nossa postura é de investimento a médio longo prazo, não estamos lá para ganhar dinheiro rapidamente", diz Vasco Teixeira, acrescentando que está a trabalhar para "daqui a dez ou vinte anos ter uma presença muito forte" nesses mercados.
Outra grande aposta da empresa passa pela ficção, área onde a empresa começou a investir recentemente e que no ano passado cresceu mais de 40%. O objetivo é lançar cerca de 60 títulos este ano e vender entre 500 mil a um milhão de exemplares.
A Porto Editora está também a apostar na área multimédia, que apenas representa 1% da faturação. A prioridade passa pelo e-learning, onde a empresa tem já uma plataforma que serve "centenas de escolas, a ser utilizada por milhares de professores e dezenas de milhares de alunos".
A empresa tem também uma livraria virtual que, atualmente, vende "milhares de livros" para clientes em mais de 100 países.
A Porto Editora está a investir na área da distribuição, com a criação de uma rede de livrarias em centros comerciais.
A informação foi avançada ao Económico por Vasco Teixeira, presidente executivo da empresa, que adiantou que atualmente o grupo já conta com "duas lojas Wook, uma no Dolce Vita Tejo e outro no Mar Shopping, no Porto". Para breve devem ser inauguradas mais três a quatro lojas, sempre em centros comerciais.
O objetivo, diz Vasco Teixeira, é "formar uma mini rede de livrarias", que vão vender "livros essencialmente de outras editoras".
O responsável da Porto Editora explica que a empresa quer ter "uma posição reduzida no retalho" , mas não descarta a hipótese de investir mais nesta área. "Com facilidade, no curto prazo, teremos dez livrarias, mas também não está excluído passar para vinte ou trinta", diz.
A estas lojas há ainda que somar as livrarias que a Porto Editora já tinha, nomeadamente duas no Porto, uma em Coimbra e outra em Lisboa.
"É verdade que não dávamos grande atenção ao retalho, ele estava mais virado para os professores. Não tínhamos uma estratégia de crescimento no retalho. Agora estamos a investir", admite Vasco Teixeira.
Além do retalho, a empresa está apostada em diversificar as áreas de negócio, com uma aposta na internacionalização, na ficção e no multimédia. Uma estratégia que pretende captar receitas fora do mercado escolar que, atualmente, representa cerca de 70% do volume de negócios da empresa que, em 2008, atingiu os 91,2 milhões de euros, fruto da venda de cerca de 14 milhões de livros.
A Porto Editora está já presente em Moçambique e Angola, mercados onde, em conjunto, vende cerca de quatro milhões de livros. Apesar destes países ainda só representaram cerca de 6%, Vasco Teixeira adianta que estão em crescimento e que "são estratégicos para o futuro" da empresa.
"A nossa postura é de investimento a médio longo prazo, não estamos lá para ganhar dinheiro rapidamente", diz Vasco Teixeira, acrescentando que está a trabalhar para "daqui a dez ou vinte anos ter uma presença muito forte" nesses mercados.
Outra grande aposta da empresa passa pela ficção, área onde a empresa começou a investir recentemente e que no ano passado cresceu mais de 40%. O objetivo é lançar cerca de 60 títulos este ano e vender entre 500 mil a um milhão de exemplares.
A Porto Editora está também a apostar na área multimédia, que apenas representa 1% da faturação. A prioridade passa pelo e-learning, onde a empresa tem já uma plataforma que serve "centenas de escolas, a ser utilizada por milhares de professores e dezenas de milhares de alunos".
A empresa tem também uma livraria virtual que, atualmente, vende "milhares de livros" para clientes em mais de 100 países.
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