Cláudia Gomes: «"A Cabana" é o livro que toda a gente devia ler»
Diário Digital
|02-10-2009
Cláudia Gomes: «"A Cabana" é o livro que toda a gente devia ler»
Texto: Pedro Justino Alves
Depois do sucesso nos Estados Unidos e no Brasil onde já vendeu mais de sete e dois milhões de livros, respetivamente (além de ter outros números significativos em diversos países), "A Cabana" (leia aqui os dois primeiros capítulos), de William P. Young, chega esta sexta-feira às livrarias nacionais através da Porto Editora. Cláudia Gomes, editora responsável pela publicação do livro em Portugal, acredita que toda a gente o devia ler, «ainda que por razões totalmente diversas».
A sinopse de «A Cabana» é simples: essencialmente é um encontro de um pai, depois de perder a sua filha, com Deus. No entanto, o sucesso do livro é mais complicado de explicar, já que agrada o mais variado tipo de público. Os números das vendas da obra de William P. Young impressionam e, em teoria, é o manjar de qualquer editor. Foi por isso que a Porto Editora resolveu «oferecer um adiantamento superior àquilo que vem sendo praticado ultimamente no nosso mercado», confessa Cláudia Gomes, que considera «A Cabana» «um livro que toda a gente devia ler» devido «a simplicidade e honestidade com que aborda um tema que, independentemente da nossa orientação (ou desorientação?) religiosa, está sempre presente na nossa vida, ainda que muitas vezes não dêmos por isso (?) Não é um livro sobre religião, é um livro sobre a vida e sobre a fé ? e a fé não é exclusiva da religião; é algo que todo o ser humano tem mas dirige para entidades diferentes».
Foi complicado comprar os direitos de «A Cabana»?
Havia, na altura, várias editoras portuguesas interessadas em adquirir os direitos do livro, por isso tivemos de optar por oferecer um adiantamento superior àquilo que vem sendo praticado ultimamente no nosso mercado.
E quando teve a consciência do valor do livro? Antes ou depois do fenómeno editorial mundial?
Já existiam alguns indícios que apontavam para a possibilidade do fenómeno, mas era ainda muito localizado nos Estados Unidos e nem sempre os fenómenos americanos contagiam outros países. Os 7 milhões de livros vendidos lá e o milhão vendido no Brasil já são números muito recentes.
Qual é a sua opinião pessoal sobre o livro?
Ainda que por razões totalmente diversas, para mim é o livro que toda a gente devia ler.
E qual considera ser o seu verdadeiro segredo do sucesso?
Creio que é essencialmente a simplicidade e honestidade com que aborda um tema que, independentemente da nossa orientação (ou desorientação?) religiosa, está sempre presente na nossa vida, ainda que muitas vezes não dêmos por isso.
Apesar de falar do encontro de uma pessoa com Deus, a verdade é que «A Cabana» consegue convencer muitos agnósticos? Como explica isso?
Não é um livro sobre religião, é um livro sobre a vida e sobre a fé ? e a fé não é exclusiva da religião; é algo que todo o ser humano tem mas dirige para entidades diferentes. E depois há toda uma série de diálogos que nos remetem para situações reais das nossas vidas e que, pelo menos, nos fazem repensar as nossas atitudes, escolhas. No fundo dá-nos espaço para refletir, ficando sempre ao critério de quem lê a dimensão e orientação da reflexão.
O que prevê para Portugal? Acredita que «A Cabana» vai alcançar o mesmo sucesso que registou no resto do Mundo?
Bem, não estou à espera que venda 7 milhões, mas acredito e sei que estão criadas todas as condições para que seja um fenómeno à nossa escala.
Quais são os números da primeira edição? Será uma tiragem superior ao normal?
Sem dúvida, foi uma primeira tiragem bem superior à média da generalidade dos livros de ficção, não só ao nível da própria editora como ao nível do mercado editorial nacional.
Quando terminamos de ler «A Cabana» a nossa conceção de vida fica alterada?
Isso vai obviamente depender do leitor e da leitura que ele fizer. Acredito que poderá suceder em muitos casos, mas essencialmente é uma história que nos faz refletir no nosso percurso, nas relações que estabelecemos, naquilo que queremos da vida? mas haverá, certamente, dezenas de conclusões diferentes.
Considera «A Cabana» um livro de autoajuda?
É um livro de ficção que pode ajudar todos os que leem a repensar algumas das grandes questões das nossas vidas e a encarar algumas das contrariedades com que somos confrontados. Não é uma lição, mas pode ser uma inspiração.
Texto: Pedro Justino Alves
Depois do sucesso nos Estados Unidos e no Brasil onde já vendeu mais de sete e dois milhões de livros, respetivamente (além de ter outros números significativos em diversos países), "A Cabana" (leia aqui os dois primeiros capítulos), de William P. Young, chega esta sexta-feira às livrarias nacionais através da Porto Editora. Cláudia Gomes, editora responsável pela publicação do livro em Portugal, acredita que toda a gente o devia ler, «ainda que por razões totalmente diversas».
A sinopse de «A Cabana» é simples: essencialmente é um encontro de um pai, depois de perder a sua filha, com Deus. No entanto, o sucesso do livro é mais complicado de explicar, já que agrada o mais variado tipo de público. Os números das vendas da obra de William P. Young impressionam e, em teoria, é o manjar de qualquer editor. Foi por isso que a Porto Editora resolveu «oferecer um adiantamento superior àquilo que vem sendo praticado ultimamente no nosso mercado», confessa Cláudia Gomes, que considera «A Cabana» «um livro que toda a gente devia ler» devido «a simplicidade e honestidade com que aborda um tema que, independentemente da nossa orientação (ou desorientação?) religiosa, está sempre presente na nossa vida, ainda que muitas vezes não dêmos por isso (?) Não é um livro sobre religião, é um livro sobre a vida e sobre a fé ? e a fé não é exclusiva da religião; é algo que todo o ser humano tem mas dirige para entidades diferentes».
Foi complicado comprar os direitos de «A Cabana»?
Havia, na altura, várias editoras portuguesas interessadas em adquirir os direitos do livro, por isso tivemos de optar por oferecer um adiantamento superior àquilo que vem sendo praticado ultimamente no nosso mercado.
E quando teve a consciência do valor do livro? Antes ou depois do fenómeno editorial mundial?
Já existiam alguns indícios que apontavam para a possibilidade do fenómeno, mas era ainda muito localizado nos Estados Unidos e nem sempre os fenómenos americanos contagiam outros países. Os 7 milhões de livros vendidos lá e o milhão vendido no Brasil já são números muito recentes.
Qual é a sua opinião pessoal sobre o livro?
Ainda que por razões totalmente diversas, para mim é o livro que toda a gente devia ler.
E qual considera ser o seu verdadeiro segredo do sucesso?
Creio que é essencialmente a simplicidade e honestidade com que aborda um tema que, independentemente da nossa orientação (ou desorientação?) religiosa, está sempre presente na nossa vida, ainda que muitas vezes não dêmos por isso.
Apesar de falar do encontro de uma pessoa com Deus, a verdade é que «A Cabana» consegue convencer muitos agnósticos? Como explica isso?
Não é um livro sobre religião, é um livro sobre a vida e sobre a fé ? e a fé não é exclusiva da religião; é algo que todo o ser humano tem mas dirige para entidades diferentes. E depois há toda uma série de diálogos que nos remetem para situações reais das nossas vidas e que, pelo menos, nos fazem repensar as nossas atitudes, escolhas. No fundo dá-nos espaço para refletir, ficando sempre ao critério de quem lê a dimensão e orientação da reflexão.
O que prevê para Portugal? Acredita que «A Cabana» vai alcançar o mesmo sucesso que registou no resto do Mundo?
Bem, não estou à espera que venda 7 milhões, mas acredito e sei que estão criadas todas as condições para que seja um fenómeno à nossa escala.
Quais são os números da primeira edição? Será uma tiragem superior ao normal?
Sem dúvida, foi uma primeira tiragem bem superior à média da generalidade dos livros de ficção, não só ao nível da própria editora como ao nível do mercado editorial nacional.
Quando terminamos de ler «A Cabana» a nossa conceção de vida fica alterada?
Isso vai obviamente depender do leitor e da leitura que ele fizer. Acredito que poderá suceder em muitos casos, mas essencialmente é uma história que nos faz refletir no nosso percurso, nas relações que estabelecemos, naquilo que queremos da vida? mas haverá, certamente, dezenas de conclusões diferentes.
Considera «A Cabana» um livro de autoajuda?
É um livro de ficção que pode ajudar todos os que leem a repensar algumas das grandes questões das nossas vidas e a encarar algumas das contrariedades com que somos confrontados. Não é uma lição, mas pode ser uma inspiração.
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