Já não é obrigatório colocar acento em formas do passado como ganhámos?
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O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), na base IX, 4.º, dita o uso facultativo do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação (ex.: ganhámos ou ganhamos). Recomenda-se, no entanto, que a forma acentuada seja mantida em Portugal para se fazer a distinção das correspondentes formas não acentuadas do presente do indicativo (ex.: ganhamos). É ainda de referir que este acordo é meramente ortográfico, isto é, apenas diz respeito ao plano da escrita. Ao nível da pronúncia, a distinção entre as terminações –amos (a fechado, no presente) e –ámos (a aberto, no pretérito) não é generalizada e este é um dos argumentos usado para justificar o uso opcional do acento.

Nota: No Guia para a nova ortografia [versão de maio de 2011] editado pelos ME/MC, no tópico “O que não muda” pode ler-se o seguinte: “Da mesma forma, continuam a poder distinguir-se por meio de acento as formas da 1.ª pessoa do plural do presente do indicativo e do pretérito perfeito dos verbos da 1.ª conjugação (terminados em –ar), como nos casos de amamos ou amámos, do verbo amar, e falamos ou falámos, do verbo falar.”.
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