DÚVIDAS LINGUÍSTICAS
Egipto: com p ou sem p?

Os topónimos sofrem alterações gráficas?

Qual o valor das letras K, W e Y?

Em casos como 25 de Abril ou 1 de Maio, devemos usar maiúscula ou minúscula?

Os nomes dos meses do ano são nomes comuns?

Formas de tratamento, como senhor professor e senhor doutor, escrevem-se com maiúscula ou minúscula?

De uma forma geral, o que muda com o Acordo Ortográfico?

Escreve-se: primeiro-ministro (com hífen) ou primeiro ministro (sem hífen)?

O “c” de facto vai desaparecer com o novo Acordo Ortográfico?

Já não é obrigatório colocar acento em formas do passado como ganhámos?

Pára e pêlo perdem o acento?

Formas como hei-de e hás-de não levam hífen?

Todas as palavras graves perdem o acento sem exceção?

Altera-se a forma de fazer o plural nas locuções substantivas que perdem o hífen?

No documento do novo Acordo Ortográfico, quais são as bases apresentam alterações?

Os nomes próprios de pessoas são alterados?

Os nomes de marcas são alterados?

A forma verbal dêmos do conjuntivo deixa de ter acento?

No dicionário de língua portuguesa, encontro cartão de visita (sem hífen) e tuta-e-meia (com hífen). É mesmo assim?

O vocábulo cor-de-rosa tem hífenes?

O Acordo Ortográfico já se encontra em vigor em Portugal?


Nos termos do Aviso n.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros, publicado no Diário da República, n.º 182, 1.ª série, de 17 de setembro de 2010, p. 4116, o Acordo Ortográfico já se encontra em vigor na ordem jurídica interna desde o dia 13 de maio de 2009, em resultado do depósito do instrumento de ratificação do Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, como previa a Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, pp. 4802-4803, e o Decreto do Presidente da República n.º 52/2008, p. 4784, ambos publicados no Diário da República, 1.ª série, n.º 145, de 29 de julho de 2008.

Vários órgãos de comunicação social já adotaram a nova ortografia e foi calendarizada a sua aplicação no sistema educativo português no ano letivo de 2011-2012 pela Resolução do Conselho de Ministros n.º8/2011, pp. 488-489, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 17, de 25 de janeiro de 2011. A partir de 1 de janeiro de 2012, todos os serviços, organismos e entidades do Governo, bem como as publicações oficiais, terão também a sua grafia adaptada.

O que é o período de transição?


É o período em que as duas ortografias (a anterior a este Acordo e a nova ortografia) coexistem. O Artigo 2.º da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 145, de 29 de julho de 2008, pp. 4802-4803, prevê um prazo de seis anos para a transição definitiva para a nova ortografia. Este período, iniciado a 13 de maio de 2009, com a entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico, terminará em 2015.

A transição para a nova ortografia pressupõe uma adaptação e aplicação progressivas das disposições do novo acordo, competindo ao Governo criar instrumentos e adotar as medidas que assegurem a unidade da língua portuguesa e a sua defesa e promoção internacional.

O que é o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa?


O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é o diploma que regula e pretende unificar a ortografia da língua portuguesa. Este documento assinado em Lisboa a 16 de dezembro de 1990, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras, delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe e, posteriormente, por Timor-Leste, tendo ainda contado com a adesão da delegação de observadores da Galiza.

O documento encontra-se publicado no Diário da República, n.º 193, I Série-A, e foi aprovado, para ratificação, pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/91, e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 43/91, ambos de 23 de agosto de 1991, pp. 4370-4388, com alterações posteriores publicadas no Diário da República, n.º 256, I Série-A, aprovadas pela Rectificação n.º 19/91, de 7 de novembro, p. 5684.

O texto completo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Anexo I) e a sua respetiva Nota Explicativa (Anexo II) encontram-se disponíveis aqui.

O que posso encontrar no texto do novo Acordo Ortográfico?


O texto oficial está organizado em 21 bases, que abarcam os seguintes tópicos:
Base I - Alfabeto e nomes próprios estrangeiros e seus derivados
Base II – Uso do h
Base III - Grafemas consonânticos
Base IV - Sequências consonânticas
Base - Vogais átonas
Base VI - Vogais nasais
Base VII - Ditongos
Base VIII - Acentuação gráfica das palavras oxítonas
Base IX - Acentuação gráfica das palavras paroxítonas
Base X - Acentuação das vogais tónicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas
Base XI - Acentuação gráfica das palavras proparoxítonas
Base XII - Emprego do acento grave
Base XIII - Supressão dos acentos em palavras derivadas
Base XIV - Uso do trema
Base XV – Uso do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares
Base XVI – Uso do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
Base XVII – Uso do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver
Base XVIII - Apóstrofo
Base XIX - Minúsculas e maiúsculas
Base XX - Divisão silábica
Base XXI - Grafia de assinaturas e firmas
O texto completo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Anexo I) e a sua respetiva Nota Explicativa (Anexo II) encontram-se disponíveis aqui.

O Acordo Ortográfico já está em vigor nas escolas?


Sim. Pela Resolução do Conselho de Ministros n.º8/2011, de 25 de Janeiro de 2011, foi determinada a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo português no ano letivo de 2011/2012.

Qual o calendário para aplicação do Acordo Ortográfico aos manuais escolares?

Conforme consta no site da Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação e Ciência (MEC), o calendário para a aplicação do Acordo Ortográfico aos manuais escolares será implementado progressivamente e contemplará os seguintes anos letivos:

a) ano letivo de 2011/2012:
- 1.º e 2.º anos de escolaridade, área curricular disciplinar de Matemática do 4.º ano de escolaridade, todas as disciplinas e anos de escolaridade do 2.º Ciclo do Ensino Básico (exceto as disciplinas de Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica dos 5.º e 6.º anos de escolaridade e de Língua Portuguesa do 6.º ano de escolaridade), de Língua Portuguesa do 7.º ano de escolaridade e de Matemática do 8.º ano de escolaridade;

b) ano letivo de 2012/2013:
- 3.º ano de escolaridade, disciplinas de Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 5.º ano de escolaridade, disciplina de Língua Portuguesa do 6.º ano de escolaridade, todas as disciplinas do 7.º ano de escolaridade (exceto a disciplina de Língua Portuguesa), disciplina de Língua Portuguesa do 8.º ano de escolaridade e de Matemática do 9.º ano de escolaridade;

c) ano letivo de 2013/2014:
- 4.º ano de escolaridade (exceto a área curricular disciplinar de Matemática), disciplinas de Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 6.º ano de escolaridade, todas as disciplinas do 8.º ano de escolaridade (exceto as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática), Língua Portuguesa do 9.º ano de escolaridade e todas as disciplinas do Ensino Secundário.

d) ano letivo de 2014/2015:
- todas as disciplinas do 9.º ano de escolaridade (exceto as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática).

Já existe alguma informação sobre a avaliação externa dos alunos?

No âmbito da entrada em vigor do Acordo Ortográfico (AO) no sistema educativo, no ano letivo 2011-2012, foi divulgada informação sobre a aplicação do acordo na avaliação externa dos alunos, a qual poderá ser consultada no portal da DGIDC.

Os critérios de classificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e das provas finais dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO a partir dos anos letivos indicados na grelha abaixo (inclusive).

Aplicação do AO na avaliação externa dos alunos

Ano letivo

Ano de escolaridade

2013-2014

6.º

2014-2015

4.º, 9.º 11.º e 12.º

Se a língua portuguesa é unificada, todos os falantes de português irão falar da mesma forma?

Não. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) é meramente ortográfico, afetando apenas a ortografia (escrita) das palavras. A forma falada não irá sofrer alterações, pelo menos a curto prazo. Algumas grafias são alteradas no sentido de unificar a língua portuguesa, usando o princípio fonético apenas como um dos meios dessa unificação ortográfica.

Em Portugal, há um vocabulário oficial?

Sim. O Vocabulário Ortográfico do Português (VOP), elaborado pelo ILTEC e disponível no Portal da Língua Portuguesa, foi oficializado juntamente com o conversor Lince como instrumentos legais para aplicação do acordo ortográfico, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º8/2011, pp. 488-489, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 17, de 25 de janeiro de 2011.

Egipto: com p ou sem p?


A grafia nova é: Egito. Uma das principais características do novo Acordo Ortográfico é o facto de prevalecer o critério fonético em detrimento do fundamento etimológico, isto é, há uma aproximação da língua escrita da língua falada, o que justifica a eliminação das consoantes mudas ou não articuladas. Assim, as consoantes etimológicas c e p de determinadas sequências consonânticas são eliminadas quando não são proferidas. A aplicação deste critério fonético provoca o surgimento de incongruências gráficas no seio da língua portuguesa, isto é, palavras da mesma família poderão apresentar grafias diferentes, o que acontece no caso de Egito em comparação com egípcio ou egiptólogo, em que a consoante p se mantém nestas palavras porque é pronunciada.

Os topónimos sofrem alterações gráficas?


No texto oficial do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), não se encontra qualquer regra que dite que os topónimos, isto é, os nomes próprios de lugares não devam seguir as mudanças ortográficas estabelecidas por esta reforma. Tendo em contas as novas regras ortográficas da língua portuguesa, há alguns topónimos cuja grafia é alterada. Alguns topónimos são inclusivamente citados no próprio documento, como é o caso de Egito.(cf. Base IV, 1.º, b)).

Qual o valor das letras K, W e Y?


O k (capa ou cá) tem sempre valor de consoante, porque é pronunciado como /c/ antes de a, o, u e como o dígrafo qu antes de e e i: karaté, workshop.
O w (dâblio ou duplo vê) pode ter valor de vogal ou semivogal, porque é pronunciado como /u/ em palavras de origem inglesa: whisky, show, e em palavras geralmente de origem alemã assume valor de consoante, porque é pronunciado como /v/: Wagner, wagneriano.
O y (ípsilon ou i grego) tem valor de vogal ou semivogal, porque é pronunciado como /i/: yuan, yoga.

Em casos como 25 de Abril ou 1 de Maio, devemos usar maiúscula ou minúscula?


Com a aplicação das novas regras ortográficas, os nomes dos meses do ano passam a ser grafados com minúscula inicial, como já era norma no Brasil. No entanto, e tendo em consideração a base XIX, 2.º, e) do texto oficial do novo Acordo Ortográfico que dita o emprego da maiúscula inicial em nomes de festas e festividades, justifica-se a manutenção da maiúscula inicial no nome do mês do ano em datas como 25 de Abril ou 1 de Maio.

Os nomes dos meses do ano são nomes comuns?


O texto oficial do novo Acordo Ortográfico não faz qualquer tipo de referência à classificação morfossintáctica das palavras. O emprego de maiúsculas deve-se a convenções puramente gráficas. Com a aplicação das novas regras ortográficas, os nomes dos meses do ano passam a ser grafados com minúscula inicial, como já era norma no Brasil. Estes vocábulos devem ser entendidos como nomes comuns, por uma aproximação ao paradigma dos dias da semana que, já segundo o Acordo Ortográfico de 1945, são escritos com minúscula inicial.

A este propósito, leia-se o que escreveu o gramático brasileiro, Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa (pp. 113-114), um nome comum “é o que se aplica a um ou mais objetos particulares que reúnem características inerentes a dada classe (…) há substantivos comuns que são nomes individualizados, não como os nomes próprios, mas pelo contexto extralinguístico e pelo nosso saber que nos diz que no contexto “natural” nosso só há uma lua, um sol, um mês fevereiro e um só dia da semana segunda-feira e, no contexto «cultural», só há um papa. Se forem escritos com maiúscula, deve-se o fato a pura convenção ortográfica, e não porque são nomes próprios”.

Formas de tratamento, como senhor professor e senhor doutor, escrevem-se com maiúscula ou minúscula?


Na base XIX, 1.º, f) do texto oficial do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, refere-se que a letra minúscula é obrigatória nos axiónimos, isto é, em formas de tratamento de cortesia ou expressões de reverência. Assim, deve escrever-se “senhor professor” e “senhor doutor” com inicial minúscula. No entanto, o texto oficial também dita o uso facultativo da maiúscula “em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente” e, assim sendo, por uma questão de estilo, termos como estes podem ocorrer com maiúscula inicial para efeitos de destaque, reverência ou outros.

De uma forma geral, o que muda com o Acordo Ortográfico?


As mudanças ortográficas compreendem casos de supressão de consoantes mudas, eliminação de acentos gráficos, reformulação do uso do hífen, alteração no emprego da inicial maiúscula e a introdução de novas letras no alfabeto.

Escreve-se: primeiro-ministro (com hífen) ou primeiro ministro (sem hífen)?

Enquanto cargo, o vocábulo primeiro-ministro leva hífen. Segundo o texto do novo Acordo Ortográfico, Base XV, 1.º, a), os compostos formados por um adjetivo e um nome são hifenizados (este vocábulo até consta como exemplo no documento oficial). A forma não hifenizada pode ocorrer em frases como “Ele foi o primeiro ministro a demitir-se.”, mas aqui o sentido de “primeiro” é “que precede outro(s)”.

O “c” de facto vai desaparecer com o novo Acordo Ortográfico?


A grafia na variedade europeia do português é facto, com "c",  porque os falantes desta variedade pronunciam esta consoante. No Brasil, uma vez que a consoante “c” não é pronunciada, a grafia é fato. Este exemplo é inclusivamente referido no texto do novo Acordo Ortográfico, na Base IV, 1.º, c).

Já não é obrigatório colocar acento em formas do passado como ganhámos?


O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), na base IX, 4.º, dita o uso facultativo do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação (ex.: ganhámos ou ganhamos). Recomenda-se, no entanto, que a forma acentuada seja mantida em Portugal para se fazer a distinção das correspondentes formas não acentuadas do presente do indicativo (ex.: ganhamos). É ainda de referir que este acordo é meramente ortográfico, isto é, apenas diz respeito ao plano da escrita. Ao nível da pronúncia, a distinção entre as terminações –amos (a fechado, no presente) e –ámos (a aberto, no pretérito) não é generalizada e este é um dos argumentos usado para justificar o uso opcional do acento.

Nota: No Guia para a nova ortografia [versão de maio de 2011] editado pelos ME/MC, no tópico “O que não muda” pode ler-se o seguinte: “Da mesma forma, continuam a poder distinguir-se por meio de acento as formas da 1.ª pessoa do plural do presente do indicativo e do pretérito perfeito dos verbos da 1.ª conjugação (terminados em –ar), como nos casos de amamos ou amámos, do verbo amar, e falamos ou falámos, do verbo falar.”.

Pára e pêlo perdem o acento?


O novo Acordo Ortográfico, na Base VIII, 9.º, elimina os acentos nas palavras graves homógrafas de palavras sem acentuação própria. Dessa forma, a forma verbal para (homógrafa da preposição para) e o nome masculino pelo (homógrafo da contração pelo) perdem o acento.

Nota: Os argumentos que justificam a eliminação destes acentos podem ser consultados na Nota Explicativa (ponto 5.4.1) que acompanha o texto oficial.

Formas como hei-de e hás-de não levam hífen?


Com a entrada em vigor da nova ortografia, o hífen é eliminado nas formas monossilábicas do verbo haver seguidas da preposição de (cf. Base XVII, 2.º). As formas corretas são: hei de e hás de.

Todas as palavras graves perdem o acento sem exceção?


O texto do novo Acordo Ortográfico não altera a acentuação das palavras graves em geral, pelo que casos como fácil, hífen, caráter ou tórax mantêm o acento agudo (cf. Base IX, 2.º, a)). No entanto, algumas palavras perdem, de facto, o acento. É o caso de, por exemplo, para (3. ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar), pelo (nome masculino), pera (nome feminino que designa o fruto) ou todas aquelas que têm o ditongo tónico aberto oi (boia, heroico, jiboia, etc.).

Altera-se a forma de fazer o plural nas locuções substantivas que perdem o hífen?


O documento oficial, na Base XV, 6.º, dita a eliminação do hífen em locuções de uso geral, como é o caso de alfinete de ama, cartão de visita, fato de macaco ou fim de semana. Ora, a forma de fazer o plural destas locuções não altera com a supressão do hífen. De facto, antes desta imposição do texto oficial, apenas o primeiro elemento ia para o plural: alfinetes-de-ama, cartões-de-visita, fatos-de-macaco ou fins-de-semana. Com a queda obrigatória do hífen, nada altera: alfinetes de ama, cartões de visita, fatos de macaco ou fins de semana.

No documento do novo Acordo Ortográfico, quais são as bases apresentam alterações?


As bases que introduzem alterações no nosso sistema de escrita são as seguintes:
Base I - Alfabeto e nomes próprios estrangeiros e seus derivados
Base IV - Sequências consonânticas
Base VIII - Acentuação gráfica das palavras oxítonas
Base IX - Acentuação gráfica das palavras paroxítonas
Base X - Acentuação das vogais tónicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas
Base XI - Acentuação gráfica das palavras proparoxítonas
Base XII - Emprego do acento grave
Base XIV - Uso do trema
Base XV – Uso do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares
Base XVI – Uso do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
Base XVII – Uso do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver
Base XIX - Minúsculas e maiúsculas
Base XXI - Grafia de assinaturas e firmas

O texto completo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Anexo I) e a sua respetiva Nota Explicativa (Anexo II) encontram-se disponíveis aqui.

Os nomes próprios de pessoas são alterados?


Não. Segundo a Base XXI, os nomes que são alvo de registo ou proteção legal, como nomes de pessoas e de marcas, firmas, sociedades e títulos que estejam inscritos em registo público, não têm que ser alterados. Assim, um “Baptista” com p ou um “Victor” com c não tem de alterar a sua grafia.

Os nomes de marcas são alterados?


Não. Segundo a Base XXI, marcas registadas e títulos inscritos em registo público não são afetados pela aplicação das novas regras, a não ser que os seus proprietários decidam fazer essa adaptação.

A forma verbal dêmos do conjuntivo deixa de ter acento?


Embora o documento oficial, na Base IX, 6.º, b), dite a facultativade do acento na 1.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo dar (dêmos ou demos), recomenda-se que se acentue sempre esta forma. A acentuação gráfica permite fazer a distinção da correspondente forma do mesmo verbo no pretérito perfeito (demos).

No dicionário de língua portuguesa, encontro cartão de visita (sem hífen) e tuta-e-meia (com hífen). É mesmo assim?


Sim. Embora o documento oficial, na Base XV, 6.º, dite a eliminação geral do hífen em locuções de uso geral, o Estado português oficializou o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) e segundo os critérios de aplicação do acordo seguidos pela equipa responsável, o hífen é usado em função da estrutura interna das palavras. Combinações constituídas por nome+preposição+nome não são hifenizadas, como em cartão de visita, no entanto outras combinações que não respeitem esta estrutura mantêm o hífen, como em tuta-e-meia.

O vocábulo cor-de-rosa tem hífenes?


O vocábulo cor-de-rosa é considerado uma exceção consagrada pelo uso à eliminação geral dos hífenes em locuções de uso geral no texto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), Base XV, 6.º. Embora este vocábulo seja escrito com hífenes, segundo o vocabulário oficializado em Portugal - o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP), a grafia sem hífen já é aceite como uma outra grafia possível, tal como acontece noutras combinações idênticas iniciadas por “cor de”, como cor de laranja e cor de vinho. Os critérios de aplicação das novas regras estão, portanto, conformes ao vocabulário oficializado.

Conversor Ortográfico
Simples, prático e gratuito!
Sobre o Acordo
Dúvidas frequentes
O que muda
Produtos
Recursos